Destino - Dois Caminhos, Um fim (6 Capítulos Adicionados!)

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Mensagem por Lpadovam em Sex Jan 13, 2012 10:34 am

Ei, galera do Lua Rpg Maker! Eu vim postar uma história que eu estava postando anteriormente na MRM,
e ela já está atualmente no 6º Capítulo! Espero que gostem, e fiquem livres para criticá-la!
Boa leitura!

Capítulo 1 - Dylan
Spoiler:

- Mestre, o senhor tem certeza? - Pergunta Dylan, mesmo sabendo a resposta.

- Tenho. Eu quero sim que você venha comigo na missão. – Responde o mestre, com seu tom calmo de sempre.

Para estar no Grupo de Controle Mágico, a pessoa precisa ter habilidade. A GCM é uma agência ligada diretamente ao Rei cujo objetivo é apenas um: a paz. Ela é responsável por conter incidentes mágicos, como criaturas e humanos infectados por Mana. Dylan nunca havia pensado em entrar para a agência, mas ao ver que não tinha alternativa, ele logo se alistou.

- Mas o senhor sabe o que aconteceu nas minhas últimas missões! – Diz Dylan, se lembrando da vez que quase provocara a morte do mestre quando se recusou a matar um infectado. Ou quando fora obrigado a lutar e a matar seu inimigo. Não importava qual era o tipo de missão. Dylan se recusava a lutar.

- Você precisa de experiência. Se continuar a falhar, eles acabarão expulsando você da organização. E se o que você me disse era verdade, então você realmente não pode sair.

Dylan ficou parado, sem conseguir falar. Ficou ali, pensado no quanto sofreu por causa do pai e da mãe. Às vezes, o pai chegava irritado do trabalho e batia no filho. Às vezes, a mãe não suportava a existência do filho que ela não queria, e batia nele também. E, nessas vezes, Dylan chorava.

- Tudo bem. Farei meu melhor, Mestre Grider. – Acabou dizendo, mesmo olhando para o chão ao invés de olhar no rosto do mestre.

- Certo. Partiremos amanhã. – Após dizer isso, o mestre se virou e começou a entrar no seu gabinete. Ao chegar à porta, ele se virou e disse:

- Eu sei que deve ser difícil, mas saiba que isso é o melhor para você.

O mestre entra e fecha a porta, deixando Dylan sozinho. Não que essa fosse a primeira vez que Dylan ficava sozinho. Ele já havia se acostumado a ser olhado quando passava pelo corredor ou durante o treino com espada. Além de ter recebido maus tratos, sua família era pobre também. Como se não bastasse, sua aparência física não era muito boa. Não que se possa ter uma boa forma física quando se tem quatorze anos, mas Dylan se destacava por causa de seus cabelos serem bem morenos e também por causa de seus olhos. As íris de seus olhos tinham um tom vermelho vivo, que sua mãe costumava dizer que era fruto do ódio que ela guarda por Dylan. Mas ele gosta da cor de seus olhos, mesmo que algumas vezes ele não admita. “Meus olhos não são uma maldição. É um presente.” pensa ele consigo mesmo.

- Acho que não vou tomar café da manhã hoje. – O fato de ter uma missão no dia seguinte não dava nenhum apetite a Dylan. E assim ele foi andando, perdido em seus pensamentos. Mas após andar um pouco, sem perceber, Dylan esbarra em alguém e ambos vão ao chão.

Capítulo 2 - Kharter
Spoiler:
“Você não se importa com seu cabelo?” é algo que Kharter houve com bastante freqüência na GCM. Diferentemente de todos na agência, ele é o único com um cabelo de tom branco. Isso poderia fazer com que as pessoas temessem falar com ele, mas não é o que acontece. Por se destacar no treino com espadas, lanças e facas, Kharter é o novato mais brilhante de toda a agência. Tanto que seu mentor, o Mestre Baltarius, o chamou para seu gabinete.

- O mestre nunca me chama tão cedo. O que pode ser? – Enquanto vai até o gabinete, Kharter pensa no que pode ser tão importante.

Distraído, ele tromba em alguém e ambos vão ao chão.

- Desculpe amigo! Hoje estou um pouco distraído. – Diz Kharter, enquanto se levanta.

- Sem problema. Estou um pouco distraído hoje também. – Diz o garoto, que parecia ter a idade de Kharter.

Ao ver melhor, Kharter descobriu quem era. Como se ele fosse esquecer o único membro da agência que tem olhos vermelhos vivos.

- Você é o Dylan, certo? Dylan Castellar?

- Isso. Você é o... – Dylan tenta, em vão, achar o nome de Kharter em sua mente.

- Kharter. Kharter Valdrid. – Disse Kharter, um pouco abobado. Não havia uma pessoa em toda a GCM que não conhecia seu nome.

- Bem, eu preciso ir andando. Até mais. – Sem ter tempo de dizer algo, Kharter vê Dylan ir embora.

- Que estranho. Ele até me parecia um pouco triste. – Enquanto pensava no que poderia ser a tristeza de
Dylan, outro pensamento chegou a sua mente.

- Essa não! Eu vou chegar atrasado!

Sem perder tempo, Kharter corre em disparada para tentar chegar na hora. O problema era chegar a tempo na sala do mestre.

- Porque eles precisam deixar os mestres em alas separadas?

A GCM era bem organizada quando o assunto se tratava de hierarquia. No topo do comando, havia o general. Ele era o líder absoluto, eleito pelo próprio rei. A decisão dele era absoluta, ninguém podia questioná-la. Logo abaixo, temos os chamados coronéis. Estes são escolhidos por seu poder e liderança, sendo que a maioria deles é considerada lendas por causa do número de missões bem sucedidas.

- Certo, cheguei à ala dos mestres. Agora é achar o gabinete.

Os mestres, diferentemente dos coronéis, estão sempre em contato com membros da agência. Isso faz que eles sejam vistos de forma diferente, até mais simpáticos do que os coronéis. Como forma de mostrar essa simpatia, os mestres tinham um discípulo. Esse discípulo normalmente era um novato na agência, e acompanhar os mestres em missões garantia maior experiência para esses novos agentes.

- Achei! – Sem demora, Kharter bate na porta. – Posso entrar Mestre?

- Sim, Kharter. – Responde o mestre.

- O senhor queria falar comigo?

Raramente um mestre chamava seu discípulo ao gabinete. Por causa disso, ao entrar, Kharter não parava de olhar em volta para conter o nervosismo. Ele observou tudo o que podia. Cobrindo completamente a parede esquerda, havia uma estante com uma grande coleção de livros, todos datados sendo do século anterior. Kharter soube que seu mestre era fascinado por história, mas não tanto assim. O tapete combinava com as cortinas, apesar dele não conseguir dizer que cor era. Na outra parede, bem no centro, estava a mesa do Mestre Baltarius.

- Sente-se. – Disse o Mestre, sem nem ao menos olhar para o discípulo.

Kharter sabia como funcionavam as conversas com seu mestre. O mestre cuidava de alguma papelada, e então falava com seu discípulo. Mas assim que sentou, Baltarius começou dizendo:

- Eu recebi uma missão hoje de manhã. Ela é perigosa, e quero saber se você quer vir comigo.

Kharter não acreditou quando ouviu aquilo. Nunca ele foi a uma missão com seu mestre, e finalmente ele tinha uma chance.

- Eu quero sim! Aceito a missão! – Nesse momento, Kharter havia se esquecido que não podia levantar a voz ao mestre. Já estava esperando uma bronca do mestre, quando Baltarius disse:

- Muito bem. Partiremos amanhã bem cedo. Não se atrase. – Ao terminar de dizer isso, Baltarius voltou sua atenção a papelada na mesa. – Você já pode ir.

- Certo. Estou saindo. – Após dizer isso, Kharter saiu silenciosamente da sala.

Já fazia algum tempo que Kharter não se sentia tão bem. A única vez que se sentiu assim foi quando conseguiu fugir daquele lugar e finalmente ele se considerou livre. Estava tão bem, que sem ao menos perceber, gritou no meio do pátio de entrada da GCM. Ele acreditava, com toda sua fé, que aquela missão era um fim de um capítulo e começo de outro em sua vida.

Capítulo 3 - Início
Spoiler:
Antes mesmo de o sol aparecer no horizonte, Dylan já estava acordado. Ele não conseguiu fechar seus olhos em nenhum momento durante a noite.

- Já é de manhã? – De tanto que pensou durante a madrugada, Dylan havia se esquecido do tempo que passou. Sem nenhuma animação, Dylan começou a se vestir.

- Só espero não falhar dessa vez. – Disse enquanto colocava o uniforme.

O uniforme da GCM era bem diferente de um uniforme comum. Ele mantinha o calor do corpo, era mais resistente e também impedia a contaminação por mana. Após colocar o uniforme, Dylan começou a pegar aquilo que ele achava essencial e colocou na mochila.

- Cantil de água, dinheiro, uniforme extra... – Enquanto conferia, ele se lembra de algo.

- É mesmo. Quase que eu me esqueço.

Tirando de um baú, Dylan ergue uma espada e ela não era uma espada padrão da GCM. Ao longo de toda a bainha, haviam detalhes escritos a mão em uma língua antiga que ele não conseguia traduzir. Seu mestre disse que são os nomes dos donos da espada antes de Dylan a ter em mãos, o que fazia o garoto sentir orgulho de possuí-la. Após desembainhá-la, Dylan não tira seus olhos da frase que fora gravada.

- “Que os justos a usem”. Aposto que ele quis dizer os corajosos. – Diz enquanto se lembra de quando, após perder em um treinamento de espada, o garoto lhe disse:

- Essa espada deveria ter um dono melhor! E não um covarde como você!

Como se Dylan não soubesse disso. Ele sabia que tinha medo. Sabia que não a merecia.

- Por favor, me ajude apenas dessa vez. Por favor. – Diz em uma oração silenciosa para a espada.

Após a oração, ele ainda tira algo de dentro do baú.

- Só faltava eu esquecer isso aqui. – Era algo parecido com uma luva, mas com um tipo de esfera vermelha no centro.

Algo que todos na GCM tinham eram os chamados Catalisadores. Esses objetos foram desenvolvidos para ajudar os agentes durante as suas missões, sendo de difícil manuseio. Graças a ele, a Mana do ambiente é absorvida, e depois transformada. O usuário em seguida consegue controlar essa Mana e, depois, liberá-la. Em suma, os catalisadores eram aparelhos capazes de fazer um ser humano usar magia.

- Só espero não ter que usá-lo.

Após por a luva, Dylan calçou seus sapatos e, sem nem tomar seu café-da-manhã, foi ao ponto de encontro onde receberia detalhes de sua missão.

Ao chegar lá, ele repara que não é apenas seu mestre que o está esperando. Ao lado do Mestre Grider, estavam o Mestre Baltarius e seu discípulo que Dylan havia conhecido no dia anterior, Kharter Valdrid.

- Então estamos todos aqui. – Disse Grider, um pouco mais disposto do que no dia anterior.

- Finalmente. Estava cansado de esperar por alguém que nem ao menos é um mestre. – Ao dizer isso, Dylan notou que o Mestre Baltarius não é do tipo gentil que nem seu mestre.

- Eu me lembro de você! Você é o Dylan, certo? Nós esbarramos um no outro ontem. – Disse Kharter, que dos três, parecia o mais animado.

- Isso. – Diz Dylan se lembrando vagamente do esbarrão entre os dois. – Se estou certo, você é o Kharter.

- Bem, isso encerra as apresentações por hoje. Agora que estamos todos aqui, vamos aos detalhes da missão. – Disse Grider enquanto tirava um pequeno mapa de sua mochila.

No mapa não havia muitas informações, e muito menos regiões povoadas. Tudo o que se via era uma grande floresta com um vilarejo no centro. Grider continuou:

- Recentemente, tem havido diversos desaparecimentos nessa área. Mandaram alguns dos nossos agentes para lá, mas eles não retornaram. Os coronéis acreditam que pode estar havendo uma contaminação por Mana em massa nessa região, e por isso chamaram a mim e ao Saladeu.

- Mantenha a postura, Falk. Nossos discípulos não precisam ficar ouvindo nossos primeiros nomes a todo o momento, precisam? – Interrompe Baltarius.

- Está bem. Por isso chamaram a mim e ao Mestre Baltarius. Nossa missão: conter a contaminação o mais rápido possível e descobrir a fonte. Alguma pergunta?

- Nenhuma. Estou pronto. – Diz Kharter, que mal podia conter a ansiedade.

- E você, Dylan? Alguma pergunta? – Pergunta Grider, tentando não parecer preocupado com Dylan.

- Não. Nenhuma. – Responde Dylan, sem muito entusiasmo.

- Muito bem então. Nós iremos pelo norte, assim chegaremos mais rápido a floresta.

Com tudo explicado, os quatro agentes começam sua caminhada para o começo de sua missão. Sem uma previsão de quanto tempo demoraria a voltar, Dylan olha para trás. Vendo sua casa desaparecer, ele diz um adeus em uma prece silenciosa. Dylan não sabia como aquela missão iria acabar, mas tinha certeza que se dependesse dele, ela não iria falhar.

Capítulo 4 - Onde Os Fortes Sobrevivem
Spoiler:
Kharter não lembra por quanto tempo, mas lembra que eles andaram. Para uma missão que ainda nem havia começado, andar toda aquela distância era loucura.

- Tudo bem? – Pergunta Dylan, ao ver que Kharter começou a perder o fôlego.

- Estou bem. Só preciso de um descanso.

- Você não costuma andar tanto, não é?

Dylan estava certo. Kharter estava acostumado a permanecer parado desde que ficou preso naquele local. Um lugar que ele nunca mencionou com ninguém.

- Não. Não costumo.

Eles passaram por bosques, planícies, e até cruzaram com mercadores, mas ainda não haviam chegado e isso estava começando a deixar Kharter fora do sério. Até que falou:

- Mestre, ainda não chegamos?

- Paciência é a chave em momentos como esse. Mas se quer tanto saber, estamos perto da floresta.

Kharter mal podia acreditar nas palavras de Baltarius. Eles estavam próximos! Mais um pouco e a primeira missão dele iria começar. Mas quando começou a anoitecer, Kharter começou a notar que Dylan não parecia muito animado como ele estava com aquela missão. Então enquanto os mestres viam se aquele era um bom lugar para passar a noite, perguntou:

- Ei cara, anime-se! É nossa primeira missão! Deveria estar contente!

Dylan permaneceu quieto, até que respondeu:

- Essa não é bem a minha primeira missão.

Aquilo foi como um choque para Kharter. Ele era o único que não tinha feito uma missão, e isso o deixava chateado. Como pode o “garoto prodígio” ser o único inexperiente? De noite, Kharter não fazia outra coisa além de olhar para as estrelas. Ele não sabia como, mas aquela visão estrelada do céu o fazia se acalmar, mesmo quando o lugar em que eles estão descansando seja território de animais carnívoros.
Aquela área era a única que tinha uma nascente para satisfazer a sede dos animais da região, fazendo com que os animais carnívoros apareçam frequentemente. E para uma pessoa dormir ao lado da nascente era porque provavelmente não tinha medo.

- Essa área é bem aberta, então caso apareça algum animal poderemos lutar sem problemas.

O que o mestre Grider disse fazia sentido para Kharter. Desde que eles entraram na floresta, aquele lugar era o único que havia espaço amplo, enquanto que o resto do local parecia ter somente uma mata densa.
O sono veio bem rápido para Kharter naquela noite. Ele sonhava de como ele foi promovido para coronel, e depois para General. “Como novo General, prometo fazer aquilo que acho certo!”.
Até que seu sonho mudou.
Ele estava de pé em um lugar que nunca havia visto, onde não conseguia ver nada. Parecia que tudo estava imerso em um tipo de escuridão, até que ele disse:

- Onde eu estou? Por que não vejo nada?

- Por que neste lugar não há nada para se ver.

Ao ouvir isso, um calafrio percorreu o corpo de Kharter, e um homem apareceu em sua frente. A aparência do homem era difícil de descrever. Ele usava um sobretudo preto, sendo que tudo o que se podia ver era seu rosto. Ou melhor, a máscara que cobria seu rosto. Kharter estava começando a se preocupar quando o homem disse:

- É bom eu finalmente conhecer você, Kharter Valdrid.

- Você me conhece?

- Eu sei tudo o que preciso saber sobre você, rapaz. Você cresceu nas estradas; vivia sendo agredido pela cor do seu cabelo; nunca conheceu o pai ou a mãe; e quando tinha sete anos, você...

- Cale a boca! – Grita Kharter com o homem. – Ninguém deveria saber sobre isso!

- Mas eu sei. E é por isso que você pode confiar em mim.

Sem nem mesmo hesitar, Kharter desembainha sua espada. Ou melhor, espadas. Ao invés de ter apenas uma espada grande e larga, Kharter prefere ter duas espadas finas e rápidas. Com toda sua coragem reunida, ele avança contra o misterioso inimigo.

- Quem sabe o meu segredo não é meu amigo!

Mais rápido que seu inimigo, Kharter salta e desfere um golpe que fez um corte em “X” no homem bem na região do pulmão. O problema foi que nem ao menos a ferida começou a sangrar. Não havia nem mesmo um ferimento.
Sem se mexer, o homem apenas diz:

- Tolo.

E com isso, o homem começa a ser absorvido pela escuridão em sua volta.

- O que está acontecendo? – Exclama Kharter ao ver que estava sendo absorvido também.

- Eu irei devolvê-lo ao local em que você estava, mas apenas dessa vez.

A última lembrança de Kharter daquele pesadelo foi de estar sendo consumido pela escuridão, e em seguida, acordar com um estranho rugido vindo do interior da floresta.

Capítulo 5 - Tentação
Spoiler:
Naquela noite, Dylan sonhou também. Mas diferentemente de Kharter, essa não foi a primeira vez que ele apareceu. Ele olha para os dois lados, e não encontra nada. Então ele grita:

- Droga, Reeth! Apareça!

Nada aconteceu. Então ele continuou:

- Vamos! Você sempre apareceu para mim desde que entrei na GCM!

- Relaxe. Eu tenho mais o que fazer além de ver você. – Diz uma voz que ecoa naquela escuridão.

Nisso, um homem aparece para Dylan, vestindo um sobretudo preto e usando uma máscara.

- Ainda sem mostrar seu rosto? – Pergunta Dylan, sabendo a resposta que ele já havia ouvido várias vezes.

- Políticas da empresa. Sem nos mostrar até que tenhamos certeza se temos sua confiança.
Reeth arruma a máscara enquanto diz:

- Então, você quer se juntar a nós ou não? O prazo que eu dei expira hoje.

Dylan fica em silêncio, deixando Reeth um pouco frustrado. Depois de tudo o que eles já conversaram até aquele dia, o fato de Dylan ainda estar indeciso deixava Reeth um pouco incomodado. Depois de um tempo pensando, este pega um cartão do bolso, e o dá a Dylan.

- Me avise quando decidir. – Após entregar o cartão, Reeth começa a ser absorvido pela escuridão do lugar.

- Mas eu...

- Sem “mas”. Você vai ter de decidir. Ou se junta a nós, e fica sabendo da verdade, ou permanece desse jeito, sempre se sentindo infeliz.

Quando estava para desaparecer completamente, Reeth diz:

- Para demonstrar que pode confiar em nós, estou lhe dando um pequeno presente.

- Presente? Que presente?

- Ele normalmente deve ser despertado pelo próprio usuário, mas hoje eu estou de bom humor.

Antes que pudesse pensar direito sobre isso, a escuridão começa a absorver Dylan.

- Espera! O que você quer dizer com isso?

Tudo começa a escurecer para Dylan, mas ele ouve com distinção:

- Você descobrirá em breve.

Depois de tudo isso, Dylan acorda de seu sonho graças a um estranho rugido vindo do interior floresta. Parecia um rugido de dor. Ele pode ouvir ao longe seu mestre dizendo:

- Dylan! Pegue sua espada! Temos problemas!

Grider não precisou dizer isso duas vezes. Dylan desembainhou sua espada e ficou em guarda, pronto para se defender do que fosse aquilo. Pelo canto do olho, ele viu Kharter empunhando suas espadas gêmeas em mãos, assim como Baltarius com seu arco.

- Aí vêm eles! – Ao dizer isso, Grider se posiciona pronto para atacar com sua espada.

Dylan estava nervoso. Não sabia se teria coragem para lutar ali, mas algo dentro dele estava lhe dando coragem. Mas quando viu quem eram seus inimigos, até mesmo aquela coragem que estava dentro dele se amansou.

Capítulo 6 - Os Irmão Drenk
Spoiler:
Grider já ouvira falar deles. Procurados em oito reinos diferentes, os irmãos Drenk ficaram famosos por sua habilidade em assassinato e descrição. E encontrá-los não fazia parte do plano de Grider, muito menos lutar contra eles.

- Olha só o que temos aqui! – Diz o irmão do meio, que se destacava pelo cabelo bem curto de cor morena.

– Um desafio digno dos “Irmãos Assassinos”! Depois de termos matado aqueles animais, achei que não iria ter mais nada para fazer!

- Você fala muito, irmãozinho. – Reclama o irmão da esquerda que parecia o mais velho e tinha o que parecia um escudo enorme que cobria seu corpo até a cintura. Seu cabelo era da cor igual ao de seu irmão.

– Eles vão morrer mesmo, então não precisa ficar dizendo quem somos!

- Cale a boca, Erbany. Eu gosto de mexer com meus inimigos, gosto que eles se aterrorizem!

- Erbany está certo, Quirus. Você fala demais. – Diz o irmão da direita, que parecia ser o mais esperto e tinha a mesma cor de cabelo dos outros dois. – Não devemos subestimar nossos oponentes. Se estou certo, esses quatro são agentes da GCM.

- Como sabe que somos agentes? – Pergunta Baltarius, agora com mais vontade de atirar sua flecha.

- Depois que acabamos com os outros, achamos que mais viriam. – Disse Quirus, com um sorriso.

- Mataram eles? Todos? – Pergunta Grider, agora um pouco mais preocupado.

Grider conhecia suas chances. Vencer uma batalha contra os três irmãos era impossível, mas separados a coisa era diferente. Grider olha para Baltarius, que rapidamente entende o plano.

- Bem, acho que isso é o suficiente de conversa. – Nem terminou de falar e Baltarius lança sua flecha em direção a Quirus.

“É um a menos.” pensa Grider, mas logo vê que não será tão fácil. Erbany fica entre seu irmão e a flecha com seu escudo erguido, fazendo-a se despedaçar.

- Parece que você estava certo, Bazil. – Fala Erbany com um sorriso no rosto. – Não devemos subestimá-los.

Com uma velocidade impressionante, os três irmãos vão aos seus alvos. Quirus foi em direção a Kharter e Dylan; Erbany vai em direção a Baltarius; enquanto que Grider fica como oponente o irmão do meio, Bazil.

- Será que você consegue me vencer? – Pergunta Bazil, enquanto segura em mãos seu machado de batalha.

- Quem sabe. Só vou saber quando eu tentar.

Mais rápido que Bazil, Grider tenta atacar o flanco esquerdo que estava desprotegido. Mas Bazil força Grider a recuar quando seu machado passa perto de sua cabeça.

- Caramba, foi por pouco! Para alguém que segura algo desse peso, você é bem rápido.

- Se não lutar a sério, vai acabar morto.

Bazil ergue seu machado e, com toda sua força, o bate no chão. Assim que fez isso, o chão todo começou a tremer.

- Só pode ser brincadeira! Tem um Catalisador no machado?

Aproveitando o descuido de Grider, Bazil ataca. Vendo seu inimigo se aproximar, Grider rola pela direta evitando o machado que vinha pela esquerda.

- Te peguei! – Exclama Grider enquanto corta Bazil no joelho. – Parece que estou com a vantagem agora.

Ao ver o ferimento, Bazil apenas sorri e fala:

- Nem tanta. – Bazil ergue seu machado novamente. – Morra!

Assim que o bate no chão, a área em que este estava se eleva, dando assim o impulso suficiente para Bazil saltar. Prevendo o que vinha a seguir, Grider salta também.

- Diga adeus! – Exclama Bazil, agora próximo de Grider.

Grider vê uma abertura, e golpeia.

- Maldito! – Diz Bazil, enquanto grita de dor.

Mas ao realizar o golpe, Grider fica exposto, fazendo com que Bazil o cortasse no ombro. Ele exclama:

- Droga! – Acidentalmente, Grider deixa sua espada cair.

- E ainda tem mais!

Bazil levanta seu braço para mais um ataque, mas o solta. Ambos vão ao chão, e Bazil começa tossir sangue. Ele olha para a flecha no seu peito, e exclama:

- Vocês não sabem lutar limpo...

- Isso não é uma batalha de um contra um. – Diz Baltarius enquanto se aproxima carregando o corpo de Erbany. – Aqui, pegue-o. Acho que ele não vai conseguir dizer ou fazer nada novamente.

Baltarius lança Erbany no chão. O irmão mais velho tinha três flechas em seu corpo, e uma delas atravessou seu escudo e perfurou seu coração.

- Desgraçados... Vejam o que fizeram com meu irmão!

Bazil não podia acreditar no que via. Os irmãos Drenk, derrotados. Ele olha uma última vez para Grider, que agora levantou, e fala:

- Acho que você merece a fama que tem. Grider, O Senhor da Morte. – Dito isso, seus olhos se fecharam, e não se abriram mais.

Aquela sensação horrível tomou conta de Grider. Não a do ferimento, mas por ter tirado uma vida. Mesmo que Baltarius não tivesse interferido, o ferimento feito por Grider acabaria matando Bazil. Ele nunca gostou dessa sensação, nem uma única vez em toda a sua vida como agente. Ele ora silenciosamente, mas é interrompido por um grito.

- Ouviu isso? – Pergunta Baltarius enquanto procura a fonte.

- Essa não! Dylan! Kharter! Nós os deixamos lutar sem auxílio!

Por causa de seu ombro ferido, Grider teve dificuldade para chegar ao local. Mas quando conseguiu chegar ao local da luta, ele não conseguia acreditar no que via.

Lpadovam

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